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Goiânia:  A  cidade do futuro que ainda tropeça no chão do passado 

Caminhar por Goiânia hoje, para muitos, é um teste de equilíbrio e paciência. Se a fiação aérea da capital já começou a ganhar um fôlego organizado com iniciativas como o Projeto Cidade Segura, há outro gargalo histórico clamando por uma intervenção idêntica, contínua e firme: a reordenação das nossas calçadas públicas. Praticamente nenhum canto da cidade escapa. O que deveria ser um espaço de convivência e livre trânsito para o pedestre transformou-se, ao longo das décadas, em um verdadeiro campo de obstáculos. A realidade revela pisos quebrados, buracos e desníveis que impossibilitam o trânsito seguro de idosos, carrinhos de bebê e pessoas com mobilidade reduzida. São espaços ocupados de várias formas, destacando-se a fiação baixa, restos de construção civil e até veículos estacionados que forçam o pedestre a disputar espaço diretamente com os carros no asfalto. Há, no entanto, outro complicador silencioso e perigoso. São restos de árvores cortadas há décadas, cujas raízes destruíram o concreto e que hoje sobrevivem apenas como tocos no meio do caminho. Embora o problema seja generalizado, a situação atinge níveis críticos nos bairros mais tradicionais e populosos de Goiânia, onde o desenho urbano antigo e o desgaste do tempo cobram o preço mais alto. A urgência se concentra em locais como: Centro, Campinas, Jardim América, Vila Santa Helena, Urias Magalhães, Morada do Sol, Setor Coimbra e outros. Ninguém espera que calçadas históricas e degradadas se transformem em tapetes de acessibilidade do dia para a noite. No entanto, uma ação contínua, planejada e fiscalizada, aos moldes do que tem sido feito com os fios de telecomunicação, enviará um sinal claro de cuidado urbano. Ao ver as primeiras calçadas sendo desimpedidas, os tocos antigos sendo removidos e o espaço público sendo devolvido ao cidadão, a população de Goiânia sentirá de imediato os reflexos positivos dessa boa intenção. Afinal, uma cidade inteligente e humana começa, antes de tudo, pelo chão onde a gente pisa.     zerooudez.com.br

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