O cenário atual dos mercados municipais de Goiânia acendeu um sinal de alerta vermelho para a gestão municipal. Símbolos da identidade cultural e do comércio popular da capital, esses espaços enfrentam hoje uma dura realidade marcada pelo esvaziamento e pelo esquecimento. Dos sete centros de compras gerenciados pelo município, apenas um consegue respirar aliviado: o Mercado da Rua 74, que atualmente mantém todas as suas 29 salas comerciais ocupadas e ativas. Nos outros seis pontos da cidade, a história é radicalmente diferente. A situação mais alarmante concentra-se no maior deles, o Mercado Central, onde, das 101 vagas destinadas a permissionários, menos de 80 salas estão funcionando. Já no Mercado do Setor Centro-Oeste, o cenário é de completo luto comercial: das 16 salas disponíveis, quase 100% delas estão de portas fechadas, reflexo do simples abandono ou do falecimento dos antigos permissionários, cujas concessões se perderam no tempo. A situação é semelhante nos demais tradicionais centros populares de compras, como os mercados do Setor Pedro Ludovico, de Campinas, da Vila Nova e no Camelódromo da Avenida Anhanguera, no Centro, onde o panorama se repete com boxes fechados, corredores vazios e uma visível perda de relevância frente ao comércio de rua moderno. zerooudez.com.br
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