O que deveria ser um espaço público de livre acesso tornou-se um mercado informal lucrativo e, muitas vezes, intimidador em Goiânia. A ocupação das ruas por “flanelinhas” deixou de ser um problema restrito a grandes eventos para se tornar uma rotina em bairros como Marista, Bueno, Jardim América, Setor Oeste, Setor Sul, Nova Suiça, Pedro Ludovico e Centro e outros. A audácia dos exploradores é tamanha que pontos de estacionamento público estão sendo “vendidos” clandestinamente. Uma apuração do portal Zero Ou Dez revelou um caso emblemático da gravidade da situação: a negociação de um ponto de estacionamento público em troca de uma motocicleta. A transação ilícita entre particulares evidencia a ausência de fiscalização e a sensação de “propriedade privada” sobre as vias públicas da capital. Se antes a cobrança se concentrava na porta de bares e estádios, hoje ela alcança áreas hospitalares, escolas e até zonas estritamente residenciais. Moradores e motoristas relatam constrangimento e medo ao estacionar em setores como o Coimbra, Vila Nova, Urias Magalhães e Jardim Guanabara. O fenômeno não poupa mais sequer as regiões periféricas, onde a presença desses guardadores informais tem se intensificado. Embora o portal preserve o sigilo de suas fontes, as informações obtidas lançam um alerta urgente para a Secretaria de Segurança Pública e para a fiscalização municipal. A prática, além de irregular, alimenta uma economia subterrânea que cerceia o direito de ir e vir do cidadão goianiense. ( foto criacão). https://zerooudez.com.br

