Acomodar os ambulantes que deverão deixar as calçadas das avenidas 24 de Outubro e Anhanguera, por determinação do prefeito Sandro Mabel, nas dezenas de salas vazias dos sete mercados municipais de Goiânia não será uma tarefa fácil, ao menos a curto prazo. O principal entrave é jurídico: a legislação exige que a ocupação de espaços públicos para fins comerciais ocorra estritamente via licitação. Caso a lei não seja flexibilizada, muitos desses centros comerciais correm o risco de fechar as portas por falta de lojistas. O cenário atual já é crítico: em diversas unidades, os antigos permissionários faleceram ou abandonaram os boxes devido à baixa clientela. A gravidade da situação é visível no Camelódromo do Centro, onde mais de 30 pontos seguem fechados, e no antigo Mercado do Setor Centro-Oeste, que enfrenta uma desocupação quase total. Revitalizar esses espaços e integrá-los à economia formal será um desafio gigantesco para a atual gestão, que promete revitalizar o comércio do Centro e do Setor Campinas.
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