Goiânia é cortada por 86 córregos, mas para quem cruza as pontes da capital, esses cursos d’água são invisíveis. Por décadas, prefeitos ignoraram um detalhe fundamental de cidadania e educação ambiental: a sinalização. Hoje, é quase impossível saber o nome do manancial que passa sob nossos pés, com a rara exceção da BR-153 sobre o Rio Meia Ponte. Nomear um córrego não é apenas uma formalidade estética; é gerar consciência. Quem conhece o nome do rio, aprende a respeitá-lo. Além de situar o cidadão, a placa de identificação é o cartão de visitas de uma cidade bem administrada, onde o cuidado mora nos pequenos detalhes. Enquanto as pontes permanecerem mudas, nossos córregos continuarão sendo tratados como meros canais de esgoto, e não como o patrimônio natural que são. zerooudez.com.br

